LAQUEADURA TUBÁRIA

Apesar da ampla gama de métodos contraceptivos disponíveis hoje no mercado, muitas pacientes procuram contracepção definitiva, optando pela laqueadura tubária.

A laqueadura é o procedimento cirúrgico que consiste na interrupção do trajeto das tubas uterinas, impedindo que haja fecundação.

Com o avanço das técnicas cirúrgicas hoje é possível realizar a laqueadura por videolaparoscopia, procedimento esse minimamente invasivo, com muitas vantagens para as pacientes.

Dentre as técnicas para realização da laqueadura temos a salpingectomia parcial – onde realiza-se um corte com retirada de um porção da tuba uterina, cauterizando ou amarrando suas pontas. A outra técnica cirúrgica empregada é a salpingectomia total – onde a tuba é retirada totalmente, impedindo recanalização tubária no futuro e diminuindo chance de câncer de ovário.

Em relação as vias de realização da laqueadura, a mesma pode ser realizada por via laparotômica (corte similar a cicatriz de cesariana), via vaginal, via umbilical (reservada para o momento do pós parto em situações especificas) e por fim a via laparoscópica.

Na cirurgia laparoscópica é realizada uma punção de 1 cm na cicatriz umbilical e 2 ou 3 punções de 0,5cm na porção inferior do abdome. Nesses casos a cicatriz cirúrgica é discreta e a recuperação cirúrgica é mais rápida e menos dolorosa, permitindo retorno precoce as atividades habituais.

De acordo com a lei vigente em nosso país – Lei 9.263/96 – estão aptas para realizar a laqueadura mulheres com mais de 25 anos de idade ou com dois ou mais filhos vivos.

Caso apresente cônjuge é necessário que o Termo de Consentimento seja assinado pelo casal e que haja um intervalo de 60 dias entre a manifestação do desejo da realização e o procedimento cirúrgico.

Também pela lei brasileira é vedada a realização de laqueadura em mulheres nos períodos de parto ou aborto, com exceção em casos de comprovação médica da necessidade devido más condições uterinas para uma gestação futura (cesarianas sucessivas prévias) ou em casos de risco de vida materno.

No que se refere à reversão da laqueadura, a mesma pode ser realizada a depender da técnica que foi empregada para realização do procedimento. Porém é necessário ter em mente que as taxas de sucesso na recanalização tubária não são expressivas e que quando bem sucedida ela aumenta o risco de gestação ectópica tubária (embrião que se implanta na tuba uterina).

Por isso é ideal uma boa conversa com ginecologista sobre os métodos contraceptivos disponíveis, métodos reversíveis e de longo prazo tão seguros quando a laqueadura e que permitem uma gestação no futuro.

Assim como todos os métodos contraceptivos, a laqueadura também possui taxa de falha, porém sua taxa é muito baixa, variando em torno de 0,5%.

Se você tem desejo de realizar laqueadura tubária procure um ginecologista especializado, discuta opções, se informe sobre sua técnica cirúrgica e a via de realização do procedimento.

Ter informação é libertador e te garante muita autonomia nas decisões pertinentes ao seu corpo.

Espero que tenha gostado desse conteúdo.